A estação das chuvas costuma durar de setembro a maio, e as cheias podem afetar todo o país, com riscos particularmente significativos nas zonas do norte. Os deslizamentos de terras e as quedas de rochas ocorrem frequentemente após chuvas intensas ou inundações. Também há secas e longos períodos secos, enquanto os riscos de tsunami, sismo, vulcanismo e ciclone tropical são comparativamente baixos. Príncipe tem uma administração regional separada, mas a coordenação nacional continua a ser necessária em emergências de grande dimensão. O Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) é a autoridade nacional especializada em emergências. O Conselho Nacional de Prevenção de Riscos e Catástrofes (CONPREC) apoia a governação nacional da redução de riscos de catástrofe. A Comissão Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (CNPCB) e as comissões distritais ou regionais coordenam a resposta em conjunto com as delegações locais do SNPCB, o Governo Regional de Príncipe, as administrações distritais, o Instituto Nacional de Meteorologia, a Polícia Nacional, as Forças Armadas, as autoridades marítimas e aeronáuticas e a Cruz Vermelha de São Tomé e Príncipe. Em caso de perigo imediato, ligue para 112, para os bombeiros, ou para 113, para a polícia; os contactos governamentais indicam que ambos os serviços estão disponíveis permanentemente. Acompanhe a rádio, a televisão e outros canais de alerta oficiais disponíveis. São Tomé e Príncipe ainda está a desenvolver um sistema nacional de alerta precoce multirriscos, que inclui o conhecimento dos riscos, a monitorização e previsão, a comunicação de alertas, e a preparação e resposta. Nos termos da Lei 04/2016, as autoridades podem declarar situação de alerta, contingência ou calamidade. Uma Câmara Distrital pode emitir um alerta local, o Governo Regional pode emiti-lo para a região autónoma e o Ministério da Administração Interna pode declarar alerta ou contingência a nível nacional. O Conselho de Ministros declara a calamidade. Estas decisões entram imediatamente em vigor e podem ativar operações de busca e salvamento, evacuação, abrigo, fornecimento de água e alimentos, mobilização de recursos e medidas para zonas isoladas. A evacuação faz parte do sistema de emergência, mas não foi confirmada nenhuma lista nacional completa de pontos de concentração públicos ou itinerários. Siga as instruções locais e não regresse antes de as autoridades o autorizarem. As pessoas têm direito a informações sobre riscos e proteção e à educação para a autoproteção. Numa emergência excecional, as autoridades podem requisitar bens ou propriedades privadas, com compensação pelos danos efetivamente causados. Não há confirmação de um direito geral válido em todo o país a pagamentos em dinheiro, alojamento gratuito ou reconstrução. Os residentes devem cumprir as regras de prevenção, os avisos e as instruções oficiais. Numa situação de alerta, contingência ou calamidade, uma pessoa formalmente chamada a prestar assistência pode ser obrigada a fazê-lo; a resistência ou o incumprimento podem constituir desobediência nos termos da Lei 04/2016. As empresas privadas licenciadas podem ter obrigações adicionais de cooperação. A série de chuvas intensas, cheias e deslizamentos de 2021–2022 causou mortes, isolou temporariamente o centro da capital, destruiu mais de 670 hectares de terrenos agrícolas e danificou os sistemas de água potável e saneamento. As necessidades de recuperação foram estimadas em cerca de US$ 37,5 milhões, aproximadamente 7% do PIB de 2022. Outras inundações, em março de 2022, afetaram Lembá, Me-Zochi, Água Grande e Neves; em maio de 2022, os deslizamentos e as quedas de rochas em Príncipe destruíram parcialmente duas casas, afetaram 61 habitações e 350 famílias e danificaram estradas e terrenos agrícolas. Um modelo do Banco Mundial estima os danos anuais médios causados por cheias em cerca de 1,9% do PIB de 2020, com aumento para 2,8% em 2050 e 4,1% em 2080 no cenário climático modelado. O modelo estima uma média de cerca de 18.500 pessoas afetadas por ano, aumentando para cerca de 23.000 até 2080; outra página do Banco Mundial sobre o país indica aproximadamente 30.000 pessoas por ano, refletindo um modelo diferente e não uma contagem de ocorrências. Segundo os modelos, Malanza e Santa Catarina apresentam uma exposição particularmente elevada. Após uma ocorrência, as autoridades avaliam os danos e as necessidades. As prioridades de recuperação incluem estradas e pontes, habitações, eletricidade e combustível, água potável e saneamento, terrenos agrícolas, proteção costeira e contra inundações, e deslocalização segura. As medidas planeadas e apoiadas incluem infraestruturas resilientes, adaptação costeira, recuperação dos mangais, financiamento do risco, planos de resposta a emergências, preparação antecipada de kits essenciais, redes de primeiros intervenientes, mapeamento de zonas urbanas de alto risco, melhorias da drenagem e das condutas de água, formação e exercícios de evacuação. A assistência, o alojamento e o apoio financeiro ou material dependem da situação declarada, dos planos de emergência e dos recursos disponíveis; não foi estabelecida uma tabela geral de custos nem um prazo de processamento garantido.
Catástrofes em São Tomé e Príncipe
São Tomé e Príncipe está mais exposto a chuvas intensas, cheias fluviais e repentinas, deslizamentos de terras, inundações costeiras, tempestades e erosão costeira. A exposição é elevada porque as pessoas, as habitações, as estradas e os serviços essenciais se concentram junto às costas e aos rios, enquanto as infraestruturas de proteção e os dados de emergência são limitados. A resposta formal inclui o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, as autoridades locais, a polícia, as forças armadas, os serviços de saúde e as organizações humanitárias.
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