São Tomé e Príncipe tem uma população jovem: cerca de metade tinha entre 0 e 19 anos em 2022, enquanto aproximadamente 6% tinham 60 anos ou mais. A esperança de vida era de cerca de 70 anos em 2024. Não existe uma autoridade específica para as etapas da vida; as responsabilidades estão distribuídas por entidades como a Direção-Geral dos Registos e do Notariado (DGRN), as escolas e o Ministério da Educação, serviços de juventude, o Instituto da Juventude, o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e a Direção de Proteção Social, Solidariedade e Família (DPSSF). Legalmente, uma criança tem menos de 18 anos e a maioridade começa aos 18. A emancipação pode alterar esta situação mais cedo em circunstâncias legalmente reconhecidas. Em regra, os pais continuam responsáveis pelo sustento, segurança, saúde e educação da criança até à maioridade ou emancipação; o sustento pode prolongar-se para além dos 18 anos quando a formação profissional ainda não terminou. As crianças devem ser ouvidas em procedimentos importantes que as afetem. O registo de nascimento cria a identidade legal utilizada para obter documentos e aceder a serviços posteriormente. O registo durante o primeiro ano é gratuito. O registo tardio custa 100 Dbs entre um ano e um ano e dois meses, 150 Dbs entre um ano e três meses e os 13 anos, e 300 Dbs a partir dos 14 anos, quando o registo voluntário exige duas testemunhas, documentos dos pais e uma Certidão Negativa. Uma certidão de nascimento normal custa 75 Dbs e uma urgente 97,5 Dbs; uma certidão utilizada para obter um BI custa normalmente 135 Dbs ou 202,5 Dbs em regime urgente. O registo é tratado nas Conservatórias do Registo Civil, postos da DGRN e maternidades, incluindo o Hospital Ayres de Menezes e instalações no Príncipe. A educação pré-escolar não é obrigatória. A Educação Básica é universal, obrigatória e gratuita até à 9.ª classe, normalmente concluída aos 15 anos. Em 2020, as taxas de conclusão eram de cerca de 88% no ensino primário, 82% no primeiro ciclo do ensino secundário e 47% no segundo ciclo do ensino secundário. Entre os riscos na primeira infância contam-se a pobreza infantil, que afeta cerca de 29% das crianças; a disciplina violenta, referida para cerca de 80%; apenas 63% das crianças com desenvolvimento adequado; e limitações funcionais que afetam cerca de 5%. A idade mínima para trabalhar é 15 anos, nos termos do Código do Trabalho 6/2019, e o trabalho perigoso é proibido a menores de 18 anos. O apoio aos jovens inclui formação em competências para a vida, competências digitais, clubes juvenis, educação alternativa e programas de emprego. O Projeto de Oportunidades de Emprego para Jovens de 2026 dirige-se a pessoas dos 16 aos 35 anos através de medidas de emprego, competências, micro, pequenas e médias empresas e mobilidade laboral formal. O acesso varia por ilha e distrito; a documentação do projeto identifica a falta de instalações adequadas para formação técnica no Príncipe. Em 2019, o trabalho infantil afetava cerca de 11% das crianças dos 5 aos 17 anos, enquanto 28% das mulheres dos 20 aos 24 anos tinham iniciado uma união antes dos 18 anos. Na atualização de 2025, a taxa de natalidade adolescente era de cerca de 86 nascimentos por 1.000 raparigas e mulheres dos 15 aos 19 anos. O casamento é legalmente permitido a partir dos 18 anos para ambos os sexos. Uma união de facto informal pode obter reconhecimento legal após mais de dois anos de vida em comum, com duas testemunhas e certidões de nascimento; o Conservador pode decidir no prazo máximo de 45 dias. O registo normal do casamento custa 2.000 Dbs e o urgente 2.600 Dbs, podendo existir custos locais ou por horário adicionais. A parentalidade não depende do casamento. A proteção social é fragmentada e a cobertura contributiva abrange apenas cerca de 17% da população ativa. O Programa Famílias Vulneráveis ou Programa Família concede transferências monetárias direcionadas, ligadas à vulnerabilidade, à frequência escolar e ao PEP+; segundo informações da DPSSF, abrange mais de 5.000 agregados familiares, 23.000 pessoas e 16.000 crianças. O acesso envolve normalmente avaliação da vulnerabilidade, inscrição no Cadastro Social Único e canais distritais ou regionais. Estas vias não contributivas não exigem contribuições, e não está indicada qualquer taxa pública de candidatura. O apoio na velhice combina vias contributivas e não contributivas. Em geral, as regras da pensão de velhice do INSS exigem 62 anos e pelo menos 180 meses de contribuições; as mulheres podem receber pensão sem redução a partir dos 57 anos, nas condições indicadas. O Programa de Emergência para Idosos (PEI) apoia pessoas idosas registadas que não estão abrangidas por uma pensão contributiva e são socioeconomicamente vulneráveis. Concede 480 STN por pessoa, trimestralmente, e tinha 3.045 beneficiários segundo as informações atuais da DPSSF. Não é um pagamento universal independente da vulnerabilidade. Os cuidados a pessoas idosas, com deficiência ou doença prolongada são prestados sobretudo por famílias e comunidades, com apoio adicional da DPSSF, do PEI e de serviços de saúde primários ou comunitários. Não há evidência de um direito nacional a cuidados prolongados nem de uma rede institucional completa de cuidados. O linfedema crónico e as deficiências associadas à filariose linfática criam necessidades locais de apoio prolongado, e a DPSSF validou uma estratégia para a deficiência em 2026. Cheias, secas, erosão costeira, aumento dos custos dos alimentos e combustíveis e efeitos da COVID-19 podem perturbar o rendimento e os cuidados dos agregados familiares. Os agregados pobres, as crianças, as pessoas idosas e as comunidades costeiras ou agrícolas estão mais expostos. Questões de proteção infantil envolvendo violência, abuso, negligência ou exploração podem ser comunicadas ao Departamento de Proteção da Criança da DPSSF pelo 239 222 7389, através da Linha Verde 800 10 20 ou nos serviços distritais. As redes familiares e comunitárias continuam a ser importantes na prática onde o apoio formal em crises é limitado.
Etapas da vida em São Tomé e Príncipe
As etapas da vida em São Tomé e Príncipe são moldadas pela idade, educação, trabalho, responsabilidades familiares, necessidades de cuidados e acesso à proteção social. Legalmente, uma criança tem menos de 18 anos, a idade adulta começa aos 18 e a escolaridade é obrigatória e gratuita até à 9.ª classe, normalmente concluída aos 15 anos. O registo de nascimento, os documentos de identificação e os programas de apoio afetam o acesso à escola, ao trabalho, aos direitos familiares e à assistência. Uma população jovem, a cobertura contributiva limitada e os cuidados prestados sobretudo pela família ou comunidade tornam as transições desiguais no país.
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