A Constituição reconhece o turcomeno como língua oficial e concede a todos os cidadãos o direito de usar a língua materna. A administração pública funciona em turcomeno, que também é a componente nacional da educação, inclusive em instituições que ensinam igualmente noutra língua. O russo continua particularmente relevante na vida urbana, nos meios de comunicação e em alguns contextos educativos. O uzbeque, o balúchi, o cazaque e outras línguas são usados por comunidades específicas, mas a oferta institucional é mais limitada e varia segundo a região e a disponibilidade de professores, livros e financiamento. O censo de 2022 registou 7.057.841 habitantes. Registou 6.120.854 pessoas de nacionalidade turcomena e 642.476 de nacionalidade uzbeque; entre as outras nacionalidades registadas estavam a russa e a balúchi. Nacionalidade e língua materna são medidas diferentes: 6.297.965 pessoas identificaram o turcomeno como língua materna, enquanto 135.565 identificaram o russo. O censo também registou o russo, o turcomeno, o inglês, o turco e o uzbeque como línguas adicionais, mas mediu a presença de uma ou duas línguas adicionais, não os níveis de proficiência. O padrão escrito moderno usa um alfabeto latino modificado, introduzido em 1993 e revisto em 1999. O cirílico continua comum em documentos e publicações mais antigos, e a escrita árabe tradicional tem sobretudo valor histórico e cultural. Os dialetos turcomenos incluem o teke, com as variedades ahal e mary, o yomut, o ärsary, o salyr, o saryk, o gökleñ, o çowdur e o nohur. Estas variedades têm associações regionais e tribais, enquanto a língua padrão se baseia sobretudo no uso teke e ahal. Não funcionam como padrões administrativos regionais separados. No ano letivo de 2023–24, 1.900 escolas ofereciam ensino de línguas estrangeiras. Setenta e duas escolas ensinavam em russo, e 213 escolas especializadas ofereciam ensino intensivo de línguas estrangeiras. O russo e o inglês eram ensinados como principais disciplinas de língua estrangeira nas escolas, e também existiam escolas de combinação turcomeno-russa e turcomeno-turca. O Estado apoia a aprendizagem em línguas maternas, mas as evidências oficiais atuais não indicam uma ampla rede de escolas que ensinem línguas minoritárias como língua principal. Cursos extracurriculares de línguas minoritárias podem ser possíveis mediante acordos licenciados com o Ministério da Educação. Em processos judiciais e administrativos, quem não compreende a língua oficial pode recorrer a um intérprete e participar, consultar os autos, apresentar declarações e recursos, e receber documentos na língua materna ou noutra língua escolhida. Não há uma regra uniforme que cubra os custos do intérprete em todas as situações; em processos judiciais, a remuneração do intérprete pode integrar as custas processuais. O Mejlis, o Ministério da Educação, o Serviço Estatal de Publicações, o Comité Estatal de Televisão, Radiodifusão e Cinematografia e os tribunais têm, cada um, responsabilidades relativas ao uso da língua nas respetivas áreas. Os meios de comunicação estatais utilizam principalmente o turcomeno. Os portais oficiais e os serviços da TDH também publicam versões em russo e inglês, e os jornais em russo incluem o Neýtralny Turkmenistan. Os noticiários da televisão local podem também utilizar russo e inglês. O canal internacional de televisão Turkmenistan transmite em turcomeno, russo, inglês, árabe, persa, chinês e francês. As evidências disponíveis não confirmam uma estrutura oficial de meios de comunicação em uzbeque. O turcomeno é também central para a padronização literária e a publicação, enquanto os livros e manuais em russo, os dialetos regionais e as tradições orais contribuem para o panorama cultural mais amplo.
Língua no Turquemenistão
O turcomeno é a única língua oficial do Turquemenistão e a principal língua da educação, da administração pública e da participação formal. O país também utiliza o russo e outras línguas em casa, nos meios de comunicação, na cultura e na vida comunitária. O Turquemenistão usa um alfabeto latino modificado; o cirílico continua relevante em materiais mais antigos, e a escrita árabe tem significado cultural e histórico.
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