A EKT começou em 1861, tornou-se autónoma em 1968 e tem a sua sede em Funafuti. É a instituição religiosa dominante a nível insular e nacional e gere a Escola Secundária Fetuvalu. O censo de 2022 registou Brethren em 3%, adventistas do sétimo dia em 2%, Assembleias de Deus em 2%, e comunidades católicas, de Santos dos Últimos Dias, Testemunhas de Jeová e Bahá'ís em 1% cada. Outras filiações representavam 2%, nenhuma religião 0% e 1% não foi declarado. Também há provas de pequenas comunidades muçulmanas e batistas, embora os grupos minoritários não tenham a mesma presença institucional nacional que a EKT. A Lei de Declaração da Igreja Estatal reconhece a EKT como igreja estatal de Tuvalu. A lei confere à EKT os mesmos poderes, direitos e privilégios gerais que a outras entidades religiosas; um regime especial para serviços em grandes eventos nacionais só se aplica quando solicitado pelo ministro responsável. O quadro constitucional de Tuvalu refere princípios cristãos, valores e cultura tuvaluanos, o Estado de direito e a dignidade humana. Não elimina a proteção constitucional de outras religiões. A liberdade religiosa pode ser limitada por razões de segurança, ordem, moralidade ou saúde públicas, pelos direitos de outras pessoas ou para proteger contra intervenção não solicitada. A Constituição protege o culto público e privado, o ensino, a prática e a observância, bem como a mudança de religião e a decisão de não prestar culto. Os líderes religiosos têm o dever constitucional de respeitar os costumes e as tradições insulares, promover a unidade, ajudar as pessoas e respeitar religiões diferentes. A EKT mantém ligações ecuménicas através do Conselho para a Missão Mundial e do Conselho Mundial de Igrejas. Não há provas de um conselho inter-religioso nacional formal e abrangente. Os Regulamentos de Observância da Devoção ao Anoitecer estão em vigor desde 6 de dezembro de 2020. Todos os dias, das 18:45 às 19:00, deve haver um período de silêncio nas nove ilhas: não se podem usar estradas públicas nem veículos, exceto para serviços de emergência; as pessoas devem parar e permanecer em silêncio; e as atividades que produzam ruído têm de cessar. A primeira infração pode dar lugar a uma advertência ou a uma sanção de $100, pagável no prazo de 14 dias. Uma infração repetida pode dar lugar a 30 horas de serviço comunitário, uma sanção de $300 ou até um mês de prisão. Os feriados públicos associados à religião incluem a Sexta-feira Santa, a Segunda-feira de Páscoa, Te Aso o te Tala Lei, também chamado Dia do Evangelho, na segunda-feira após o segundo domingo de maio, o Dia de Natal a 25 de dezembro e o Boxing Day a 26 de dezembro. Estes feriados coexistem com os outros feriados nacionais. Não há provas de uma taxa nacional de culto ou adesão à religião. As comunidades religiosas podem criar e gerir escolas por sua conta e ensinar a sua religião aos seus próprios membros. A Constituição não permite obrigar uma criança a receber ensino religioso, participar em cerimónias ou observar práticas de outra comunidade. Nos termos da Lei da Educação, um professor pode invocar objeções de consciência e um progenitor pode pedir que uma criança seja dispensada de todo ou parte do ensino religioso. O Ministério da Educação, Juventude e Desporto enumera nove escolas primárias, uma escola secundária e 18 centros de educação e cuidados na primeira infância geridos pelo Estado, além de uma escola primária e uma escola secundária de base religiosa. Fetuvalu é a escola secundária privada gerida pela Igreja de Tuvalu; o seu programa inclui atributos e valores cristãos associados às Nações Unidas. A Lei do Registo de Entidades Religiosas permite que uma entidade religiosa peça o registo quando pelo menos 50 pessoas com 18 anos ou mais partilham princípios comuns e a entidade tem disciplina e governo interno próprios. Um dirigente reconhecido e cinco membros apresentam o pedido a um funcionário administrativo. Após as averiguações, o Ministro pode registar a entidade, o que pode permitir-lhe instaurar ações judiciais e deter bens através de até cinco curadores. As fontes consultadas não especificam uma taxa de registo nem um prazo fixo de tramitação. Há uma restrição separada à criação de uma organização ou associação religiosa numa zona do Falekaupule. É necessária aprovação prévia do Falekaupule e o representante tem direito a ser ouvido. A aprovação só pode ser recusada quando as crenças ou práticas puderem ameaçar diretamente os valores ou a cultura insulares, mas pode ser posteriormente retirada devido a uma ameaça direta, à divisão da comunidade ou a conduta considerada perturbadora ou ofensiva. O culto doméstico com as pessoas que vivem na mesma casa está isento. Organizar atividades ou disponibilizar um local sem autorização pode acarretar uma sanção máxima de $500; um participante pode enfrentar uma sanção máxima de $200. Nos termos da lei citada, a decisão não pode ser contestada em tribunal, e a lei não estabelece um prazo geral para a aprovação. Por isso, o acesso pode variar entre Funafuti e as ilhas exteriores. A Lei do Registo Civil de 2025 revogou a legislação anterior sobre nascimento, óbito e casamento. Uma cerimónia religiosa não substitui o registo civil do casamento. Pode celebrá-la um Ministro da Religião registado ou um pregador leigo nomeado, mas o casal deve apresentar aviso ao Registador Insular pelo menos 14 dias antes da data prevista. O aviso é afixado publicamente durante 14 dias consecutivos; o casamento tem de ocorrer no prazo de três meses após o aviso e requer pelo menos duas testemunhas com 18 anos ou mais. Pode usar-se uma igreja ou outro local público de culto, e a forma da cerimónia é em grande parte escolhida pelo casal e pelo celebrante, desde que respeite os requisitos legais da declaração. O celebrante ou funcionário entrega o aviso no prazo de sete dias, e o casamento tem de ser inscrito no sistema civil. Batismos, confirmações e funerais seguem as práticas de cada denominação; não foi apurado nenhum rito, prazo ou custo nacional. O sistema civil prevê taxas para certidões de casamento e licenças especiais, mas os montantes aplicáveis devem ser confirmados junto do Registador Insular.
Religião em Tuvalu
A religião em Tuvalu é dominada por Te Ekalesia Kelisiano Tuvalu (EKT), também chamada Igreja de Tuvalu, uma igreja cristã congregacional seguida por 86% dos residentes segundo o censo de 2022. A Constituição protege a liberdade de pensamento, religião, crença, culto, ensino e observância, incluindo o direito de não professar nem praticar uma religião. A prática religiosa é moldada por regras nacionais, como um período diário de silêncio ao início da noite nas nove ilhas, e por requisitos de aprovação do Falekaupule para algumas organizações religiosas. As igrejas também oferecem educação, assinalam feriados públicos e realizam cerimónias como casamentos, enquanto o registo civil permanece juridicamente separado dos ritos religiosos.
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