Os principais riscos de catástrofe em Vanuatu incluem ciclones tropicais, ventos fortes, marés de tempestade, inundações costeiras, fluviais e repentinas, deslizamentos de terras, sismos e tsunamis. A época ciclónica decorre geralmente de novembro a abril, com cerca de dois a três ciclones tropicais por época e maior concentração, muitas vezes, em janeiro e fevereiro. Vanuatu tem também sete vulcões ativos: Gaua, Kuwae, Nguna, Ambae, Tanna, Lopevi e Ambrym. Os riscos vulcânicos podem incluir cinzas, chuva ácida, escoadas lávicas e fluxos de lama. As secas e os incêndios florestais podem afetar as comunidades e os recursos essenciais. Os incidentes técnicos devem integrar o planeamento de catástrofes quando perturbam gravemente sistemas críticos. A Lei de Gestão do Risco de Catástrofes n.º 23 de 2019 substituiu a Lei Nacional de Catástrofes de 2000 e integra a redução do risco de catástrofes com a adaptação às alterações climáticas, a preparação, a resposta e a recuperação. O Gabinete Nacional de Gestão de Catástrofes (NDMO) é o organismo nacional de coordenação e monitorização. O Comité Nacional de Catástrofes (NDC) aconselha o governo e os ministros sobre estados de emergência, resposta e assistência internacional. Em emergências graves, o Centro Nacional de Operações de Emergência (NEOC) coordena alertas, resposta, informação pública, relatórios de situação, avaliações do impacto e dos danos, logística, distribuição de recursos e pedidos de assistência. O NEOC utiliza fases de prontidão, alerta, ativação e desativação; durante a ativação pode coordenar operações continuamente, 24 horas por dia. O Departamento de Meteorologia e Geo-Riscos de Vanuatu (VMGD) fornece informação meteorológica, climática, de observação e sobre geo-riscos. A informação meteorológica pode ser emitida como Informação, Aviso ou Alerta. Os alertas por cores do NDMO utilizam azul para preparação, amarelo quando se prevê perigo dentro de cerca de 12 horas e vermelho para ameaça iminente que exige que as pessoas permaneçam dentro de casa ou se desloquem para um lugar seguro e aguardem o aviso oficial de fim de alerta. O VMGD também emite níveis de alerta vulcânico de 0 a 5 e boletins de alerta vulcânico. Os avisos podem ser divulgados por rádio, televisão, SMS, serviços de Internet, pelo sítio Web do VMGD e pelo Facebook. O rádio continua a ser especialmente importante para comunidades remotas e com pouca conectividade. O serviço meteorológico do VMGD pode ser contactado 24 horas por dia pelo +678 22932, e o número gratuito é 116. As famílias podem preparar uma lanterna, pilhas sobresselentes, um rádio a pilhas, água, alimentos, fósforos ou lenha, cobertores, um telemóvel carregado, material médico, receitas médicas e documentos importantes protegidos da água. Antes de mau tempo, devem verificar telhados, objetos soltos, árvores, abastecimento de água, alimentos e equipamento de comunicação. A família deve conhecer os canais de alerta locais, os sinais de evacuação, o terreno elevado e a localização de um centro de evacuação avaliado. Um centro de evacuação é um edifício escolhido e avaliado como abrigo mais seguro e digno durante uma emergência específica; não é automaticamente um abrigo universal sempre aberto. As autoridades locais e as comunidades determinam se está acessível e aberto. A atuação em caso de tsunami é diferente da resposta a ciclones, vulcões e inundações. Um sismo forte, a retirada repentina do mar ou um forte rugido vindo do oceano são sinais naturais de tsunami. Quem observar estes sinais deve deslocar-se imediatamente para terreno elevado ou para o interior, sem esperar por um alerta oficial, deixando os seus pertences para trás se necessário e mantendo-se afastado da costa até o VMGD emitir um aviso de fim de alerta. As estradas podem estar bloqueadas, pelo que não se pode presumir uma rota nacional uniforme de evacuação. No caso de ciclones, vulcões e inundações, as pessoas devem seguir as instruções do NDMO, das autoridades provinciais ou municipais e das estruturas comunitárias; deslocar-se para o centro de evacuação indicado ou para terreno elevado mais seguro; e planear apoio para crianças, pessoas idosas, pessoas com deficiência, vizinhos e animais. Os comités provinciais e municipais apoiam o planeamento, a divulgação local de alertas, a avaliação do impacto, a gestão de recursos e a resposta. Os Comités Comunitários de Catástrofes e Alterações Climáticas e os Comités de Bairro de Catástrofes e Alterações Climáticas ligam os procedimentos formais ao conhecimento local, ao kastom e às condições práticas de acesso. As seis províncias de Vanuatu, os municípios, os conselhos de zona e de bairro, as ilhas periféricas e as comunidades rurais não têm riscos, percursos de evacuação nem acesso às comunicações idênticos. Um plano adequado a Port Vila pode não servir noutra ilha. As comunidades devem, por isso, utilizar os mapas, sinais, instruções e informações de acesso locais. O NEOC trabalha com organismos governamentais, a Equipa Humanitária de Vanuatu, a Cruz Vermelha de Vanuatu, organizações não governamentais, organismos das Nações Unidas e empresas privadas. As funções de resposta incluem segurança alimentar e agricultura, logística, género e proteção, educação, abrigo, água, saneamento e higiene, telecomunicações, transportes e infraestruturas e energia. A polícia, os bombeiros, os serviços marítimos e a Força Móvel de Vanuatu podem apoiar as operações de emergência. O NDMO coordena a assistência humanitária, as avaliações e o apoio dos parceiros. A assistência internacional formal segue os procedimentos do NDC e os mecanismos nacionais de coordenação; a assistência em caso de catástrofe não dá automaticamente a cada pessoa um direito individual exigível a um artigo, pagamento ou lugar num abrigo específico. A continuidade dos serviços essenciais depende das estradas, do transporte marítimo e aéreo, das telecomunicações, da eletricidade, da água e do saneamento, dos abrigos e dos edifícios públicos. Por ser um Estado insular, a distância e os danos em portos, aeroportos, estradas, redes elétricas ou telecomunicações podem atrasar alertas, salvamentos, assistência e abastecimentos. Quando os serviços essenciais são perturbados, os parceiros de infraestruturas e os prestadores privados coordenam-se com o NEOC. Não existe um calendário nacional único documentado para a divulgação de alertas ou a prestação de assistência: o prazo depende do risco, da ilha, das condições de acesso e do nível de emergência. A recuperação depende das avaliações dos danos e das necessidades, e não de um regime automático de pagamento único. A Lei de Recuperação e Resiliência após Catástrofes n.º 17 de 2024 recebeu aprovação em 5 de dezembro de 2024 e entrou em vigor em 11 de dezembro de 2024. O Comité Nacional de Recuperação e o Centro de Operações de Recuperação funcionam sob a alçada do Departamento de Política Estratégica, Planeamento e Coordenação da Ajuda. Uma Avaliação das Necessidades após Catástrofe apoia uma estratégia ou plano de recuperação. O Quadro Nacional de Recuperação de Catástrofes fornece um roteiro de longo prazo para restabelecer serviços, reforçar a resiliência e integrar a gestão de riscos no desenvolvimento. As pessoas não devem presumir que uma catástrofe lhes garante automaticamente indemnização ou abrigo. Devem guardar documentos, comunicar os danos através do processo anunciado localmente e acompanhar as informações oficiais em inglês, francês ou bislama.
Catástrofes em Vanuatu
As catástrofes em Vanuatu são emergências graves que podem ameaçar as pessoas, as infraestruturas e os serviços essenciais. Os principais riscos incluem ciclones tropicais, inundações, deslizamentos de terras, sismos, tsunamis, atividade vulcânica, secas e incêndios florestais. O sistema de gestão do risco de catástrofes de Vanuatu combina redução de riscos, preparação, alertas, resposta de emergência, evacuação, assistência e recuperação.
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