A Constituição é a lei suprema de Vanuatu. O bislama é a língua nacional, enquanto o bislama, o inglês e o francês são línguas oficiais. A Constituição protege direitos e liberdades, incluindo a igualdade, a religião, a expressão e a língua, nos termos da Constituição e de outras leis. Kastom é uma referência reconhecida na vida pública, e o Conselho Nacional de Chefes Malvatumauri aconselha sobre costumes, tradição, cultura, línguas e paz social. O nakamal e outras instituições consuetudinárias podem proporcionar ordem local ou vias de resolução de litígios, mas os seus efeitos jurídicos dependem da Constituição, da legislação e da jurisdição pertinente; em geral, não substituem os tribunais do Estado. O Presidente é Chefe de Estado e representa a unidade nacional. Um colégio eleitoral composto pelo Parlamento e pelos Presidentes dos Conselhos de Governo Provincial elege o Presidente. O poder executivo pertence ao Primeiro-Ministro e ao Conselho de Ministros. O Parlamento elege o Primeiro-Ministro, e os ministros são escolhidos entre os seus membros. O gabinete pode incluir, no máximo, um quarto dos membros do Parlamento. O Parlamento tem 52 membros, aprova leis, impostos e despesas públicas e fiscaliza o governo. Uma moção de censura aprovada pode conduzir a uma mudança de governo nos termos da Constituição. Vanuatu está dividido nas províncias de Torba, Sanma, Penama, Malampa, Shefa e Tafea. Os Conselhos de Governo Provincial gerem a administração, o desenvolvimento e os serviços locais, tendo um Secretário-Geral como principal responsável executivo da província. Os Conselhos de Área constituem outro nível local. Port Vila, Luganville e Lenakel têm Conselhos Municipais responsáveis pelos terrenos públicos urbanos, pelo planeamento, pelos limites e pelos regulamentos municipais. O Departamento das Autoridades Locais, no Ministério dos Assuntos Internos, apoia, coordena e acompanha as províncias e os Conselhos de Área ao abrigo da Lei da Descentralização. O Departamento dos Assuntos Urbanos e do Planeamento apoia os municípios e o planeamento urbano. O nível responsável depende do serviço, da ilha, da província ou do município, e a distância pode afetar o acesso. Os ministérios, departamentos e organismos governamentais nacionais administram os serviços públicos. O Gabinete do Primeiro-Ministro coordena o governo, enquanto os Diretores-Gerais respondem perante o governo, o Parlamento e o público nos termos da Lei do Serviço Público de 1998. A Comissão do Serviço Público supervisiona o recrutamento, a integridade do pessoal e a prestação de um serviço público ético, justo e de qualidade. Os formulários, registos, serviços locais e procedimentos específicos variam entre organismos; na prática, o acesso pode depender da língua, dos transportes e da capacidade do serviço responsável. O Ministério das Finanças e da Gestão Económica prepara o orçamento e gere as receitas, a estabilidade orçamental, a dívida e a gestão das finanças públicas. O Parlamento aprova dotações, impostos e despesas públicas. A previsão de receitas correntes para 2026 é de VT 46,8 mil milhões, e os Livros do Orçamento de 2026 são publicados em três volumes. As despesas seguem a sequência de aprovação orçamental, dotação, despesa ministerial, contabilidade e prestação de contas. Os organismos constitucionais, ministérios e departamentos comunicam as despesas; os projetos financiados por doadores podem exigir auditorias separadas. O Provedor de Justiça é constitucionalmente independente e investiga queixas e condutas impróprias que envolvam organismos públicos, autoridades locais, dirigentes e empresas públicas. As queixas são gratuitas e podem incluir violações de direitos linguísticos. O Auditor-Geral e o Gabinete Nacional de Auditoria examinam as contas públicas, a legalidade, o cumprimento das dotações e os ativos públicos, apresentando relatórios ao Parlamento e ao governo. As comissões parlamentares exercem fiscalização adicional. Atualmente, a capacidade de auditoria centra-se sobretudo nas contas consolidadas de todo o governo, em vez de auditar separadamente cada ministério. A Lei do Direito à Informação de 2016, em vigor desde 2017 e alterada em 2019, obriga as entidades governamentais a publicar informações e a processar pedidos. Qualquer pessoa pode pedir informações; não é necessário ser cidadão nem residente. O processamento demora normalmente cerca de 30 dias e pode ser prorrogado por até 14 dias. Uma recusa pode ser revista ou contestada através do processo aplicável. A Unidade do Direito à Informação e o Comité Diretor do Direito à Informação funcionam no Departamento de Política Estratégica, Planeamento e Coordenação da Ajuda. As exceções incluem determinados registos consuetudinários, privados e dos meios de comunicação públicos. O Parlamento também publica os debates através do Hansard. A Polícia de Vanuatu mantém a paz e a ordem, protege pessoas e bens, aplica a lei e apresenta os suspeitos de infrações aos tribunais. A sua Divisão Marítima realiza policiamento e vigilância marítimos. A Força Móvel de Vanuatu apoia sobretudo a ordem pública, oferece uma defesa inicial limitada contra ameaças externas e presta auxílio em operações de resposta a catástrofes, busca e salvamento e ao Serviço de Bombeiros. O Secretariado do Conselho de Segurança Nacional, no Gabinete do Primeiro-Ministro, coordena a política de segurança estratégica, as avaliações de informações e o trabalho interinstitucional. Os números de emergência são 1111 ou 111 para a polícia, 113 para bombeiros, 114 para assistência marítima e 115 para serviços médicos da Promedical. Tribunais, esquadras, serviços públicos, organismos provinciais, municípios e canais consuetudinários têm vias de acesso, formulários, custos e prazos diferentes.
O Estado em Vanuatu
Vanuatu é uma república democrática soberana regida pela sua Constituição, também chamada Mama Law. O poder do Estado é exercido pelo Presidente, pelo Parlamento, pelo Primeiro-Ministro e pelo Conselho de Ministros, pelos tribunais, pela administração pública, pelas autoridades provinciais e municipais e pelas instituições consuetudinárias. Seis províncias, 71 Conselhos de Área e três municípios desempenham funções públicas em todo o arquipélago.
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