A aprendizagem de línguas na Eritreia combina alfabetização em línguas locais, inglês para a escola e o ensino superior, árabe em alguns contextos educativos e regionais, e o multilinguismo do dia a dia. As línguas locais também cumprem funções comunitárias e identitárias, enquanto tigrínia, árabe e inglês são frequentemente relevantes para o comércio e a comunicação pública ou profissional. A educação pré-escolar geralmente dura dois anos e costuma começar por volta dos quatro ou cinco anos, embora o acesso seja mais limitado e concentrado nas áreas urbanas. O ensino primário dura cinco anos e usa a língua materna da criança como língua de instrução, com inglês ensinado como disciplina. Os anos intermediários, séries 6–8, e o ensino secundário, séries 9–12, usam inglês como língua de instrução. O ensino superior também geralmente usa inglês. Outras línguas internacionais podem ser oferecidas a partir dos anos intermediários ou secundários quando há professores, materiais e procura. Fontes informaram que o árabe era obrigatório nas séries 1–12 em 2010, mas a implementação atual e os resultados de aprendizagem não estão suficientemente verificados. O exame nacional da 8.ª série e o ESECE, realizado no final das séries 9–12, avaliam a progressão e a conclusão escolar, não a proficiência linguística independente. Não há evidência de um sistema nacional eritreu de exames para adultos ou línguas estrangeiras comparável a um certificado geral de línguas. Programas de alfabetização de adultos e pós-alfabetização usaram materiais em tigrínia, tigre, bilen, saho, afar, kunama, nara, árabe e bdawyet. O percurso de aprendizagem documentado passa da alfabetização à pós-alfabetização e, depois, à educação continuada ou a aulas noturnas, mas a disponibilidade nacional atual, as taxas, os horários e as formas de conclusão não estão fiavelmente estabelecidos. A educação básica é descrita como gratuita e obrigatória, enquanto os custos da aprendizagem privada, não formal e de línguas estrangeiras variam e não estão suficientemente documentados. A aprendizagem digital de línguas continua desigual. Um projeto da UNESCO de 2019 apoiou bibliotecas digitais offline, materiais audiovisuais, energia solar e formação de professores em seis regiões, incluindo 11 internatos e quatro escolas públicas, mas não era uma plataforma nacional dedicada a línguas. Não há comprovação de um portal nacional de aprendizagem de línguas online, e a conectividade limitada afeta o acesso; a UIT informou 34 assinaturas ativas de banda larga móvel por 100 pessoas em 2024. Por isso, o acesso local à aprendizagem de adultos, de árabe e digital pode variar bastante conforme a região e a instituição.
Aprendizagem de línguas na Eritreia
A Eritreia tem várias línguas amplamente utilizadas, entre elas tigrínia, tigre, árabe, inglês, bilen, saho, afar, kunama, nara e bdawyet. A Constituição reconhece a igualdade entre as línguas eritreias, e não há evidência de uma única língua oficial. A aprendizagem de línguas segue principalmente o sistema escolar: as línguas maternas são usadas no ensino primário, enquanto o inglês passa a ser a principal língua de instrução a partir dos anos intermediários.
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