O sistema eleitoral haitiano se baseia na Constituição de 1987, emendada em 2011, no Decreto Eleitoral de 2 de junho de 2026 e em sua emenda de 2 de julho de 2026. O CEP, ou Conselho Eleitoral Provisório (Conseil Électoral Provisoire), planeja, organiza e controla as eleições nacionais até a proclamação dos resultados. Sua rede administrativa inclui escritórios eleitorais departamentais e operacionais, instituições de votação, órgãos de apuração e tabulação e tribunais eleitorais. O presidente é eleito por voto direto em todo o país. Um candidato precisa de maioria absoluta de 50% mais um voto; se nenhum atingir esse número, os dois candidatos mais votados disputam um segundo turno. Cada departamento elege três senadores. Um candidato ao Senado pode vencer com maioria absoluta ou vantagem de pelo menos 25%; caso contrário, um segundo turno pode incluir os seis candidatos mais votados, enquanto os eleitores escolhem três. Os futuros mandatos do Senado são escalonados em seis, quatro e dois anos. Deputados são eleitos em circunscrições pela regra de 50% mais um ou vantagem de 25%, com possibilidade de segundo turno. As eleições territoriais e indiretas seguem procedimentos próprios. O calendário do CEP marca 13 de dezembro de 2026 para o primeiro turno das eleições presidenciais e legislativas e para a ratificação popular de emendas constitucionais limitadas. O segundo turno e as eleições territoriais estão marcados para 21 de fevereiro de 2027. Essas datas dependem de condições de segurança aceitáveis e financiamento suficiente, portanto não são garantidas. O prazo de inscrição de candidatos foi prorrogado em 2 de setembro de 2026. O registro online vai de 20 de agosto a 20 de setembro, a entrega de documentos de 13 a 22 de setembro, a verificação de 13 a 28 de setembro e a lista final de candidatos está prevista para 14 de outubro, após recursos perante o BCEC, o BCED e o BCEN. Em geral, os eleitores precisam ter pelo menos 18 anos, cidadania haitiana e plenos direitos civis e políticos, constar no registro eleitoral e ter uma CIN válida, a carteira de identidade nacional emitida pelo Escritório Nacional de Identificação (Office National d’Identification, ONI). O registro eleitoral usa um Centro de Inscrição e Verificação (Centre d’Inscription et de Vérification, CIV), junto com a CIN. O registro começou em 20 de julho nas principais cidades de nove dos dez departamentos, enquanto o departamento Oeste foi inicialmente excluído por razões de segurança. Até 1º de setembro, haviam sido reportados cerca de 1.200 CIVs. O CEP não publicou taxa para eleitores, mas ainda podem existir custos não quantificados com identificação e deslocamento. Foi informado que cerca de um milhão de CINs estavam faltando, enquanto o apoio da OEA e do Japão pretendia fornecer 350.000 cartões biométricos e registro móvel. Em um local de votação, o CEP designa cada eleitor a um CIV ou seção eleitoral. O eleitor apresenta o cartão eleitoral e a CIN, passa pela conferência do registro e pela verificação contra votação duplicada, recebe uma cédula para cada cargo e marca o círculo, a fotografia, o símbolo ou o número escolhido em uma cabine obrigatoriamente secreta. O eleitor deposita cada cédula na urna correspondente, recebe tinta indelével e assina ou fornece uma impressão digital no registro NINU. O CEP planeja ampliar o acesso a centros de votação em áreas afetadas pela insegurança. O registro da diáspora e a possibilidade de votar no exterior estavam em consulta em agosto de 2026, mas até 9 de setembro de 2026 ainda não havia sido estabelecido completamente um procedimento operacional de votação no exterior. Após a votação, a seção eleitoral conta as cédulas e prepara um boletim de apuração (procès-verbal), com um original e cinco cópias. O original vai ao BED, uma fotografia eletrônica vai ao BDTV, uma cópia vai ao CTV, outra ao BEC, outra é afixada publicamente e duas são entregues aos representantes dos candidatos mais votados em primeiro e segundo lugar. O CTV e o BDTV tabulam os resultados. Os resultados preliminares passam por revisão e publicação, enquanto as contestações seguem pelos órgãos eleitorais BCEC, BCED e BCEN, sendo o BCEN o tribunal eleitoral final. Em seguida, o CEP valida e proclama os resultados finais, audita o processo e mantém o registro eleitoral. O voto é um dever cívico universal e secreto, mas o acesso pode falhar se o eleitor não tiver CIN, estiver ausente do registro ou tiver direitos civis ou políticos suspensos. Fraude eleitoral, declarações falsas, violência e violações dos limites de gastos de campanha podem levar a sanções. O processo de candidatura do CEP também inclui reconhecimento de partido ou grupo, taxas de inscrição de 2.000.000 HTG para a presidência, 800.000 HTG para o Senado e 300.000 HTG para uma vaga de deputado, além de documentos como declaração autenticada em cartório sobre condenações ou prisão pertinentes, possível declaração patrimonial e atestado médico do MSPP. Certas estruturas do CEP e do serviço público aplicam uma cota de 30% para mulheres, e candidatos com deficiência têm prioridade quando a competência é equivalente. As principais limitações práticas continuam sendo segurança, financiamento, identificação e capacidade de registro, acesso no Oeste, análise das candidaturas e mecanismo de votação da diáspora ainda não concluído.
Eleições no Haiti
As eleições no Haiti escolhem o presidente, senadores, deputados e representantes territoriais por votação direta ou indireta. O Conselho Eleitoral Provisório (Conseil Électoral Provisoire, CEP) organiza e supervisiona o processo, incluindo o registro de eleitores, a votação, a apuração e a proclamação dos resultados. O primeiro turno está marcado para 13 de dezembro de 2026, sujeito às condições de segurança e ao financiamento disponível.
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