Mais de 95% do transporte de passageiros e cargas no Sudão do Sul é feito por estrada. A rede cobre cerca de 12.642 quilômetros, incluindo aproximadamente 7.369 quilômetros de estradas interestaduais, 1.451 quilômetros de estradas estaduais primárias e 3.822 quilômetros de estradas estaduais secundárias. Cerca de 98% da rede não é pavimentada, e mais da metade pode ficar sazonalmente intransitável. Veículos com tração nas quatro rodas, caminhões, carros, micro-ônibus, motocicletas e tuk-tuks são comuns, mas as viagens também dependem de pontes, abastecimento de combustível, luz do dia e acesso seguro. Em Juba e nas cidades maiores, empresas privadas e pequenos prestadores oferecem micro-ônibus, táxis, boda bodas, que são mototáxis, e tuk-tuks, que são táxis de três rodas. Esses serviços são principalmente informais. O Sudão do Sul não tem um horário nacional confiável, um sistema padrão de tarifas do transporte público ou uma estrutura integrada de direitos dos passageiros. O Conselho Municipal de Juba e a Polícia de Trânsito cuidam de funções locais de autorização e inspeção, mas a disponibilidade e os preços podem variar conforme o local, o prestador e o trajeto. O Ministério dos Transportes e o Ministério das Estradas e Pontes definem a política de transportes e regulam o setor rodoviário. A Autoridade Rodoviária do Sudão do Sul, comumente chamada SSRA, administra estradas interestaduais e internacionais, faixas de domínio, construção, reabilitação, manutenção e controle de carga por eixo. As viagens rodoviárias são afetadas por excesso de velocidade, direção imprudente, uso de álcool ou drogas, más condições dos veículos, excesso de carga, falta de iluminação e sinalização, pedestres e animais na pista, danos sazonais e riscos de segurança. Viagens de longa distância geralmente exigem deslocamento durante o dia, verificação atual das condições de segurança e acesso e, às vezes, viagens em grupo. O Nilo Branco e seus afluentes oferecem uma alternativa importante onde as estradas não são confiáveis. Serviços de passageiros e carga operam por sete portos fluviais funcionais: Juba, Mongalla, Bor, Diam Diam, Shambe, Malakal e Renk. A ligação entre Juba e Renk tem aproximadamente 1.300 quilômetros, e o transporte fluvial pode ser a única conexão prática para algumas áreas do norte. Sedimentos, variações no nível da água, obstáculos, terminais limitados, segurança e manutenção deficiente tornam os horários e tempos de viagem pouco confiáveis. O Programa Mundial de Alimentos e o Cluster de Logística oferecem alguns serviços humanitários sob demanda, com divisão de 50% dos custos, em locais como Bor e Malakal. Esses serviços não equivalem ao transporte público regular. A aviação doméstica é regulada pela Autoridade de Aviação Civil do Sudão do Sul, ou SSCAA, que licencia e supervisiona aeronaves, empresas, navegação aérea, aeroportos e pistas de pouso. O Aeroporto Internacional de Juba e aeródromos domésticos registrados atendem destinos selecionados, mas disponibilidade, horários e tarifas dependem da empresa, dos avisos aeronáuticos e das condições de cada aeródromo. O transporte aéreo custa mais de 11 vezes o transporte rodoviário na comparação disponível; por isso, é usado principalmente em viagens longas, emergenciais ou para locais de difícil acesso. Por exemplo, estimou-se que transportar 7.000 quilogramas de Juba a Wau custaria cerca de US$ 1.583 por estrada, contra cerca de US$ 18.000 por via aérea durante a estação chuvosa. O Sudão do Sul não tem serviço ferroviário regular de passageiros em funcionamento. A histórica linha Wau–Aweil–Babanusa tem menos de 250 quilômetros e está sem operar há mais de 20 anos. Caminhar e andar de bicicleta continuam sendo opções locais práticas onde não há transporte motorizado, mas não há uma rede nacional documentada de ciclovias ou calçadas. Pedestres, ciclistas e animais frequentemente dividem a estrada com veículos, com pouca iluminação, sinalização e separação física. Quem usa estradas geralmente precisa de uma carteira de habilitação válida para a categoria do veículo, registro do veículo e pagamento dos encargos rodoviários aplicáveis. Também podem ser necessárias autorizações para transporte comercial ou carga especial; a Autoridade Rodoviária do Sudão do Sul verifica o cumprimento das regras de carga por eixo. Os serviços eletrônicos do Ministério dos Transportes exigem documento de identificação de cidadãos ou residentes e passaporte de usuários estrangeiros. A solicitação pode envolver pagamento por dinheiro móvel, cartão ou banco online, seguido do download de uma autorização. Taxas ilustrativas do ano financeiro de 2023/24 incluíam US$ 50 para entrada de veículo estrangeiro, US$ 150 por mês de permanência excedente, SSP 15.000 para uma nova carteira de habilitação privada estrangeira e SSP 12.000 para renovação. As taxas podem mudar, e não há uma lista nacional confiável de tarifas comuns de passageiros. O transporte rodoviário de cargas foi estimado em cerca de US$ 0,20 por tonelada-quilômetro, mas os preços reais de passageiros e cargas variam conforme o prestador, a distância, a estação, a segurança e as condições do veículo. A chuva pode reduzir drasticamente o acesso rodoviário, enquanto a viagem fluvial depende da profundidade da água e dos obstáculos. O transporte também gera poeira, emissões de escapamento, ruído, contaminação por combustível e óleo, perda de vegetação, bloqueio do fluxo de água e sedimentação. O transporte foi responsável por cerca de 1,2% das emissões nacionais de gases de efeito estufa em 2015, e as emissões devem aumentar com a expansão do uso do transporte. Projetos avaliaram que o transporte fluvial interior usa cerca de 17% da energia por tonelada-quilômetro do transporte rodoviário e tem custos de carga a granel cerca de 83% menores do que por estrada, embora o uso prático dependa da navegabilidade, dos portos, da segurança e da manutenção. Drenagem, bueiros, aterros, pontes mais resistentes e portos mantidos reduzem interrupções e danos ambientais.
Transportes no Sudão do Sul
As estradas concentram a maior parte do transporte de passageiros e cargas no Sudão do Sul. Micro-ônibus informais, táxis, boda bodas e tuk-tuks atendem grande parte dos deslocamentos urbanos, enquanto o transporte fluvial conecta algumas áreas do norte. Voos domésticos atendem algumas viagens de longa distância a um custo alto, e não há serviço ferroviário regular de passageiros. Tempo de viagem, segurança e preço variam conforme a estação, as condições das estradas e pontes, a luz do dia, o combustível e a segurança.
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