A taxa de participação na força de trabalho mede a proporção de pessoas em idade ativa que trabalham ou procuram ativamente trabalho. O Inquérito Integrado ao Orçamento Familiar da Somália de 2022 registou uma participação de 25,9% entre pessoas com 15 anos ou mais e uma taxa de emprego de 21,7%. A participação foi de 39,9% para os homens e 15,4% para as mulheres. A taxa de emprego foi de 32,9% para os homens e 12,2% para as mulheres. O desemprego foi mais elevado nas áreas urbanas, com 19,3%, do que nas áreas rurais, com 10,6%, ou entre as populações nómadas, com 5,4%; o desemprego juvenil urbano atingiu 35,6%. O Inquérito à Força de Trabalho de 2019 apresentou números diferentes, incluindo participação de 32,4%, emprego de 25,5% e desemprego de 21,4%; por isso, os dois inquéritos não devem ser tratados como uma tendência temporal diretamente comparável. Quase metade das pessoas empregadas estava abaixo do limiar de pobreza, o que reflete baixa produtividade e rendimentos limitados. Os serviços representavam 59,9% do emprego no inquérito de 2019, seguidos da indústria, com 18,0%, e da agricultura, com 13,5%. As atividades comuns incluíam outros serviços, agricultura e pesca, indústria transformadora, educação, saúde e trabalho social, administração, alojamento e restauração, comércio a retalho, construção, transportes e informação e comunicação. O Recenseamento Integrado de Estabelecimentos Empresariais da Somália de 2024 concluiu que o comércio grossista, o comércio a retalho e a reparação de veículos representavam 59,9% da força de trabalho em empresas urbanas com instalações fixas, seguidos do alojamento e restauração, com 12,8%, e da indústria transformadora, com 6,4%. Este recenseamento excluiu a agricultura, a administração pública, as atividades domésticas e os comerciantes itinerantes; por isso, não descreve todo o mercado de trabalho. Cerca de 95% dos novos empregos são atribuídos ao setor privado. O comércio e os serviços ao consumidor são generalizados, mas há lacunas de desenvolvimento nos setores produtivos, nas pequenas e médias empresas de dimensão média, nas finanças, energia, transportes e logística, tecnologias de informação e comunicação, água, educação e serviços empresariais. As empresas formais e instituições públicas concentram-se em locais como Banadir, Waqooyi Galbeed, Bari, Nugaal e Mudug. Os números do recenseamento abrangeram 120.475 trabalhadores formais e 64.745 informais nos centros urbanos inquiridos, mas a cobertura não permite uma classificação nacional ou dos Estados-Membros Federais completa. A educação e a formação ainda não correspondem de forma consistente à procura. No inquérito de 2019, a escolaridade não foi declarada para 60,1% dos trabalhadores; 13,4% tinham ensino secundário, 7,4% ensino universitário e 0,8% formação profissional. Cerca de 7,6% tinham formação técnica ou profissional. A formação é muitas vezes curta, urbana e financiada pelos próprios participantes; 47,3% dos participantes pagaram-na. As competências frequentemente declaradas incluem costura, carpintaria, eletricidade, serviços de beleza, informática, enfermagem e mecânica automóvel. Os empregadores também relatam lacunas em competências digitais e tecnologias de informação, eletricidade, construção e alvenaria, canalização, energia solar, hotelaria, agronegócio, gestão, inglês e outras competências profissionais. Em 2019, 44,2% das pessoas dos 15 aos 24 anos não trabalhavam, não estudavam nem estavam em formação, incluindo 50,2% das jovens e 37,7% dos jovens. O Centro Nacional de Serviços de Emprego, ou NESC, operado pelo Ministério do Trabalho e dos Assuntos Sociais, oferece um portal de emprego, ligações a vagas, apoio a currículos e entrevistas, aconselhamento profissional, avaliações de competências, formação, feiras de emprego, seleção, correspondência entre vagas e candidatos, períodos de experiência, estágios e aprendizagem profissional. Os empregadores podem publicar vagas através do NESC sem pagar uma taxa de publicação. A correspondência informal também ocorre através de redes familiares, de clã, da diáspora e empresariais, mercados locais, trabalho por conta própria e empresas domésticas. O Sistema de Informação e Análise do Mercado de Trabalho está em desenvolvimento, mas continuam a existir lacunas substanciais de dados. Comunidades rurais e nómadas, mulheres, jovens, pessoas deslocadas internamente, pessoas com deficiência e pessoas cuja escolaridade foi interrompida enfrentam maiores obstáculos de acesso. Não estão estabelecidos de forma fiável prazos de processamento, regras de admissão ou taxas privadas de colocação uniformes a nível nacional. O Ministério do Trabalho e dos Assuntos Sociais trata da política laboral, administração do trabalho, criação de emprego, competências técnicas e profissionais, trabalhadores estrangeiros e saúde e segurança no trabalho. O Serviço Nacional de Estatística da Somália produz inquéritos e registos de empresas, enquanto o Governo Federal e os Estados-Membros Federais coordenam a implementação. Os sindicatos, incluindo a FESTU, as associações patronais, as agências privadas, as ONG e as organizações das Nações Unidas também apoiam a prestação de serviços. O Código do Trabalho Somali, Lei n.º 36 de 2024, entrou em vigor em 4 de fevereiro de 2025 e fornece um quadro nacional para contratos, salários, condições de trabalho, saúde e segurança no trabalho, liberdade de associação, negociação coletiva e resolução de litígios. A aplicação das regras e a cobertura continuam mais limitadas no trabalho informal. Não há uma série salarial nacional atual nem uma mediana salarial estabelecidas de forma fiável para a Somália, e o valor geral do salário mínimo não foi comprovado. O Ministério é responsável pela monitorização dos salários, remuneração e classificação do serviço público e desenvolvimento de um salário mínimo nacional. A Política Nacional de Emprego de 2019 dá prioridade às empresas privadas, aos setores produtivos, às competências, à governação do mercado de trabalho e à inclusão de mulheres, jovens, pessoas deslocadas internamente e pessoas com deficiência. O Plano Nacional de Transformação 2025–2029 fornece o atual quadro geral de desenvolvimento. Uma população jovem e em rápido crescimento, a urbanização, a insegurança, as deslocações, as secas, as inundações, a pressão climática e a dependência da ajuda e das importações continuam a alterar a oferta e a procura de trabalho. Um panorama atual da Somália pelo Banco Mundial citado na investigação estima cerca de 500.000 novos participantes no mercado de trabalho por ano, em comparação com cerca de 80.000 empregos criados. As cadeias de valor da agricultura, pecuária e pesca, a construção, hotelaria, energia renovável, finanças digitais, tecnologias de informação, logística e comércio regional são áreas de potencial crescimento. A migração está estreitamente ligada ao trabalho e ao rendimento familiar. O inquérito de 2019 concluiu que 8,1% das pessoas tinham mudado de local nos cinco anos anteriores, sendo as catástrofes naturais e a insegurança alguns dos motivos mais frequentes. As remessas foram estimadas em cerca de USD 864,7 milhões por ano; 28,82% dos agregados familiares recebiam-nas e 83,7% dos agregados beneficiários recebiam dinheiro mensalmente. Os agregados urbanos recebiam 93,3% do total de remessas registado. A Somália é um país de origem, trânsito e destino da migração laboral. A Política Nacional de Migração Laboral de 2025 e o Regulamento n.º 181 de 2025 estabelecem um quadro baseado nos direitos para uma mobilidade segura, ordenada e regular. Os regulamentos de 2025 para agências privadas de emprego abordam licenciamento, supervisão, recrutamento justo e proteção dos trabalhadores, mas a coordenação, as inspeções, os mecanismos de reclamação e os pontos focais designados ainda estavam em desenvolvimento em 2026.
Mercado de trabalho na Somália
O mercado de trabalho da Somália é amplo, mas fragmentado, com baixa participação, trabalho informal generalizado e dados fiáveis limitados. Em 2022, 25,9% das pessoas com 15 anos ou mais participavam no mercado de trabalho, enquanto a taxa de desemprego era de 16,3% e o desemprego juvenil era de 30,1%. O comércio, os serviços, as pequenas empresas e o trabalho por conta própria fornecem grande parte do trabalho disponível, enquanto os empregos formais continuam limitados.
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