O português, também chamado Português ou Língua Portuguesa, é usado em toda a vida pública formal. É a língua de ensino da 1.ª à 12.ª classe, da administração, do emprego, do ensino superior, dos documentos oficiais e da maior parte da comunicação formal. No recenseamento de 2012, 98,4% dos inquiridos declararam usar português. A divulgação preliminar do recenseamento de 2024 não inclui uma tabela linguística, pelo que não permite estabelecer um valor nacional de prevalência mais recente. São Tomé e Príncipe tem também forro ou fôrro, angolar, lunguié ou lunguê e cabo-verdiano. Estas línguas comunitárias apoiam a comunicação familiar, a identidade social e o património cultural, mas a sua aprendizagem é sobretudo informal. Não há um curso nacional, uma ortografia normalizada, um currículo regular ou um sistema de exames verificados para estas línguas. O lunguié tem particular relevância local no Príncipe. O recenseamento de 2012 registou o uso autodeclarado de fôrro por 36,2%, cabo-verdiano por 8,5%, angolar por 6,6% e lunguié por cerca de 1%. Estes valores descrevem aquele recenseamento e não devem ser tratados como medições atuais. O currículo escolar oferece aprendizagem estruturada de línguas estrangeiras. O francês é ensinado da 5.ª à 12.ª classe, o inglês nos ciclos inferior e superior do ensino secundário e o espanhol da 10.ª à 12.ª classe. O inglês também é relevante para contactos internacionais e turismo, enquanto o francês tem presença ampla no ensino secundário e universitário. O espanhol tem um papel mais limitado no currículo do ensino secundário superior. O alemão está disponível numa combinação de estudos específica da USTP, e não como uma opção nacional amplamente documentada. A Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP) tem um Departamento de Línguas com licenciaturas de quatro anos em português, francês, inglês e inglês e alemão. Estes cursos correspondem a 270 créditos do Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos. A admissão exige geralmente a conclusão da 12.ª classe ou uma qualificação equivalente, além de requisitos disciplinares específicos de cada curso; alguns cursos podem disponibilizar a opção ano zero. Só os cursos acreditados têm reconhecimento legal. O Camões – Centro de Língua Portuguesa na USTP oferece atividades de português e cultura, formação de professores, aconselhamento de aprendizagem, apoio à leitura e recursos de tecnologias de informação ou áudio. O Camões Centro Cultural Português em São Tomé e o seu Polo Príncipe também organizam atividades culturais e linguísticas. Os calendários atuais de cursos locais, os preços dos cursos orientados e as tarifas de prestadores privados não estão verificados; por isso, materiais descarregáveis gratuitos não devem ser confundidos com um curso orientado gratuito. Os materiais de avaliação de português do Ministério da Educação, Cultura e Ciências incluem referenciais de avaliação escrita e oral da 7.ª à 12.ª classe. O CAPLE, Centro de Avaliação de Português Língua Estrangeira, disponibiliza exames de português dos níveis A1 a C2 para cidadãos estrangeiros através de uma rede internacional de centros autorizados. Não estão verificados um centro CAPLE específico, uma data de exame ou um preço em São Tomé e Príncipe. Não está documentada uma certificação local normalizada para o forro, o angolar, o lunguié ou o cabo-verdiano. O repositório do MEES disponibiliza materiais escolares de português da 1.ª à 12.ª classe, materiais de inglês da 7.ª à 12.ª classe, referenciais de avaliação, recursos de formação de professores e materiais para alunos surdos, incluindo um Manual de Português para Surdos e um dicionário da língua gestual de São Tomé e Príncipe. O ensino à distância está legalmente disponível como modalidade complementar, suplementar ou alternativa, inclusive para a educação recorrente, o ensino superior e a formação contínua de professores. Não está documentada nenhuma aplicação oficial local para aprendizagem de línguas, plataforma de gestão da aprendizagem ou calendário fixo de cursos online em direto. O português continua a ser a língua mais útil para comunicação formal, procedimentos governamentais, escola, universidade, documentos e a maioria dos locais de trabalho formais. O forro, o angolar, o lunguié e o cabo-verdiano podem ser mais úteis para determinadas famílias ou comunidades. O inglês e o francês podem apoiar a educação, o turismo e os contactos internacionais, mas não está verificado nenhum sistema local de exames linguísticos para o local de trabalho. Por isso, o aluno deve escolher a língua e o prestador de acordo com a utilização pretendida, o reconhecimento necessário e a disponibilidade comprovada de um curso ou exame atual.
Aprendizagem de línguas em São Tomé e Príncipe
O português é a língua oficial de São Tomé e Príncipe e a principal língua da administração, do ensino, do trabalho e dos documentos públicos. A aprendizagem de línguas inclui também francês, inglês e espanhol no sistema escolar e no ensino superior, enquanto o forro, o angolar, o lunguié e o cabo-verdiano continuam a ser importantes para a vida comunitária, a identidade e o património. Existem opções de aprendizagem formal estabelecidas para o português e as línguas estrangeiras, mas a aprendizagem das línguas crioulas locais é sobretudo informal. A escolha prática depende de o objetivo ser o ensino escolar ou universitário, a comunicação formal, o contacto internacional ou o uso comunitário.
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