A guerra iniciada em abril de 2023 destruiu empresas e infraestruturas, deslocou trabalhadores e perturbou os sistemas de pagamento e os mercados de trabalho locais. Por isso, o desemprego aparece muitas vezes associado à perda de meios de subsistência, à redução do horário de trabalho ou à inatividade forçada. O Banco Mundial estimou o desemprego em 32% em 2022, 46% em 2023 e 47% em 2024. As projeções do FMI dão valores diferentes: 60.8% para 2024, 60.6% para 2025 e 61.3% para 2026. Estes valores usam métodos e fontes de dados diferentes; não devem ser tratados como registos administrativos nem comparados como se medissem exatamente a mesma população. Não há provas fiáveis de um sistema nacional de registo de desemprego no Sudão que permita pedir um subsídio relacionado com o rendimento. Não estão disponíveis valores nacionais de subsídios, prazos de candidatura, períodos de processamento ou duração dos pagamentos confirmados. A Lei do Trabalho de 1997 regula agências de emprego, recrutamento e registo de trabalhadores, mas as provas disponíveis não estabelecem um registo nacional de candidatos a emprego, um procedimento em linha ou um serviço de colocação amplamente eficaz. A procura de emprego depende frequentemente de familiares, amigos, redes informais e contactos locais. A proteção formal de rendimento mais clara é a indemnização por cessação de emprego para trabalhadores abrangidos. Em geral, o trabalhador precisa de pelo menos três anos de serviço contínuo com o mesmo empregador. O cálculo legal é de um salário base mensal por ano, para três a nove anos de serviço; 1.5 salários mensais por ano, para dez a catorze anos; e 1.75 salários mensais por ano, a partir de quinze anos, até ao máximo de 36 salários base mensais. Legalmente, o pagamento cabe ao empregador, mas a aplicação é incerta durante o conflito. As regras não abrangem todos os trabalhadores: a Lei do Trabalho exclui ou abrange de forma limitada grupos como funcionários públicos, membros das forças armadas, trabalhadores domésticos, trabalhadores agrícolas, trabalhadores familiares e trabalhadores ocasionais. O Fundo Nacional de Pensões e Seguro Social (NPSIF) abrange principalmente velhice, incapacidade, sobrevivência, doença, maternidade e acidentes de trabalho, não o desemprego. Estima-se que a cobertura formal seja inferior a 10% da força de trabalho, enquanto a avaliação da OIT de 2011 estimou o emprego informal em cerca de 87%. Mesmo muitos trabalhadores por conta própria registados não têm cobertura para desemprego. O Fundo Nacional de Seguro de Saúde (NHIF) diz respeito à cobertura de saúde e não substitui salários perdidos. Os serviços de trabalho estaduais e locais, o Ministério dos Recursos Humanos e do Bem-Estar Social (MHR&SW) e o Fundo Zakat podem ter funções administrativas ou de assistência relevantes, mas o acesso e a capacidade diferem entre estados e regiões. A assistência humanitária e aos meios de subsistência oferece a principal alternativa funcional onde existem programas. Agências da ONU e organizações locais, incluindo PNUD, OIT, ACNUR, UNICEF, PAM e FAO, apoiaram assistência em dinheiro, ajuda alimentar, recursos para meios de subsistência, competências profissionais, oportunidades salariais, trabalho por conta própria e apoio a pequenas empresas. O microfinanciamento e as associações comunitárias de poupança e empréstimo também podem apoiar os meios de subsistência. Estes programas não são subsídios automáticos de desemprego: dependem do programa, do financiamento dos doadores, da segurança, do registo e da avaliação da vulnerabilidade. Normalmente não cobram taxas aos utilizadores, mas os custos de transporte, comunicação e documentos de identidade podem dificultar o acesso. Refugiados e pessoas deslocadas internamente (IDPs) podem enfrentar falta de identificação nacional, grandes distâncias até aos pontos de serviço, obstáculos de transporte e integração limitada nos sistemas de trabalho e proteção social. Mulheres, trabalhadores rurais e trabalhadores por conta própria estão especialmente expostos a lacunas na cobertura formal. Em dados de inquéritos urbanos de maio a julho de 2024, 18% dos agregados familiares declararam não ter rendimento ou trabalho, em comparação com 1.6% antes da guerra; o emprego a tempo inteiro tinha aproximadamente caído para metade e 76% declararam não receber assistência. As redes privadas eram fontes de ajuda mais comuns do que o governo ou as ONG. Alguns programas oferecem formas de voltar a obter rendimento em vez de pagamentos regulares de desemprego. Em 2024, cerca de 55,500 jovens em risco receberam formação profissional através de iniciativas apoiadas pela ONU. O PROSPECTS Sudan informou cerca de 3,000 oportunidades de trabalho assalariado e por conta própria em junho de 2026, especialmente em White Nile e Kassala, incluindo refugiados, pessoas deslocadas internamente e comunidades de acolhimento. Estes programas não garantem apoio nacional nem colocação automática. A disponibilidade deve ser confirmada localmente, pois a responsabilidade, a elegibilidade e a continuidade dos serviços mudam consoante a região e a situação de segurança.
Desemprego no Sudão
No Sudão, o desemprego significa muitas vezes perda de rendimento, subemprego ou inatividade forçada, em vez de acesso a um subsídio regular de desemprego. Não há confirmação direta de um sistema nacional que assegure a substituição contínua do rendimento de pessoas sem trabalho. O apoio provém antes de indemnizações por cessação de emprego, assistência humanitária, programas de subsistência e redes privadas, com acesso muito variável conforme a região e as condições de segurança.
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