O Código do Trabalho de 1997 também usa o termo مخدم para empregador e, em geral, abrange trabalhadores, mas exclui funcionários públicos federais e estaduais, membros das forças armadas, trabalhadores domésticos, trabalhadores agrícolas, familiares do empregador e trabalhadores ocasionais. Um contrato de trabalho com duração superior a três meses deve ser escrito. Os empregadores podem recrutar através de agências de emprego, agências privadas, serviços de recrutamento ou acordos de aprendizagem, e o registo dos trabalhadores pode fazer parte do processo formal. Os sudaneses que procuram emprego fora do Sudão precisam da autorização pertinente. Em geral, os empregadores pagam salários em dinheiro. O pagamento em espécie está limitado a alimentação, combustível, habitação, transporte ou vestuário. As obrigações do empregador também incluem regras de horário, horas extraordinárias, férias pagas, férias anuais e licença por doença. O Código do Trabalho prevê oito semanas de licença de maternidade por período de serviço, 15 dias de licença para o Hajj após três anos de serviço e licença de Idda quando as condições aplicáveis forem cumpridas. A indemnização por cessação ou fim de serviço depende do Código e das circunstâncias da cessação. A Lei do Seguro de Saúde de 2016 prevê acesso ao seguro de saúde para trabalhadores sudaneses, incluindo não cidadãos no âmbito dos acordos aplicáveis. A inscrição no Fundo Nacional de Seguro de Saúde (NHIF) é obrigatória para trabalhadores dos setores público e privado desde 1996. A Lei do Seguro Social e Pensões de 2016 atribui as funções de seguro social e pensões ao Fundo Nacional de Pensões e Seguro Social (NPSIF). A aplicação e o cumprimento das regras são fracos em muitas zonas, e as provas disponíveis não estabelecem uma taxa de contribuição atual fiável. As obrigações de saúde e segurança no trabalho decorrem do Capítulo 11 do Código do Trabalho. As fábricas têm de estar registadas, os empregadores devem comunicar acidentes de trabalho e os inspetores de segurança industrial podem entrar nos locais de trabalho e examinar acidentes, máquinas e materiais. É obrigatório um comité de segurança nos locais de trabalho com pelo menos 500 trabalhadores. As inspeções não existem ou são insuficientes em muitos estados, pelo que os registos escritos de medidas de controlo de riscos e acidentes são especialmente importantes para os empregadores. A representação dos trabalhadores é formalmente regida pela Lei Sindical de 2010. O enquadramento prevê um sindicato por estabelecimento e, nessa estrutura, não prevê sindicatos setoriais ou profissionais separados. O Conservador regista e certifica os sindicatos. A situação institucional tem sido instável: as direções eleitas foram dissolvidas em 2019, os comités de transição em 2021, o Supremo Tribunal anulou a medida de 2022, as atividades foram suspensas em janeiro de 2023, a suspensão foi levantada em junho de 2025 e os períodos eleitorais tinham terminado em maio de 2025. Por isso, os comités preparatórios precisam da certificação do Conservador, enquanto uma alteração proposta estava a ser analisada pelo Ministério da Justiça em abril de 2026. As organizações patronais seguem a Lei das Organizações Patronais de 1992. O Conservador supervisiona a sua legalidade, estrutura e representação. Um exemplo de transporte público em Cartum, registado em agosto de 2026, usou secções por atividade, câmaras locais e uma câmara estadual, com recenseamento de membros, validação de listas, comités preparatórios, eleições ou encaminhamento e aprovação final pelo Conservador. As fontes primárias fiáveis não confirmaram as atuais quotas de filiação e contribuições. A negociação e a arbitragem estão disponíveis para conflitos laborais, com um representante sindical no Comité de Arbitragem. A secção 124 do Código do Trabalho proíbe paralisações parciais ou totais do trabalho. O recurso contra uma cessação de emprego deve ser apresentado no prazo de duas semanas, e a autoridade responsável deve decidir também no prazo de duas semanas. Para despedimentos ou encerramentos por motivos económicos ou tecnológicos, o empregador apresenta um pedido à autoridade responsável ou ao Wali; em seguida, uma comissão tripartida trata do assunto. Se faltar o procedimento exigido, o Código prevê como compensação especial seis meses de salários; não foi confirmado um limite geral de compensação. Desde abril de 2023, o conflito armado danificou infraestruturas, fábricas e estradas, deslocou trabalhadores, interrompeu cadeias de abastecimento e obrigou empresas a encerrar. O emprego assalariado a tempo inteiro caiu de 33% antes do conflito para 16%, enquanto o desemprego subiu de 32% em 2022 para 46% em 2023 e 47% em 2024. A agricultura continua a ser uma fonte central de emprego, mas a produção e o acesso ao trabalho foram gravemente afetados, aumentando o papel prático do trabalho informal e precário. A continuidade das atividades, a relocalização, a retenção de pessoal, o pagamento de salários, a segurança e a gestão de litígios dependem, por isso, em grande medida do estado e da situação de segurança local.
Empregador no Sudão
No Sudão, um empregador, designado habitualmente como صاحب العمل, organiza o trabalho, contrata trabalhadores, paga salários e gere as obrigações no local de trabalho. As responsabilidades formais incluem contratos, horário de trabalho, férias, segurança no trabalho, proteção social, representação dos trabalhadores e gestão de litígios, mas a aplicação varia muito conforme o estado e as condições de segurança. O conflito armado iniciado em abril de 2023 perturbou locais de trabalho, cadeias de abastecimento, emprego assalariado e acesso às instituições laborais.
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