A organização linguística escolar varia entre o ensino monolingue em português e o ensino bilingue. Nos programas bilingues, uma língua moçambicana ou a Língua de Sinais de Moçambique serve de primeira língua de ensino, enquanto o português é introduzido como segunda língua. Nos anos 1 a 3, a língua local é utilizada no ensino e como disciplina, enquanto o português é ensinado como disciplina. Os anos 4 e 5 normalmente trazem uma transição gradual para o português, que passa a ser a língua de ensino integral a partir do ano 6. A disponibilidade depende da escola, do distrito, dos professores e dos materiais de aprendizagem; por isso, as famílias não podem presumir que todas as línguas pretendidas sejam oferecidas. A educação básica pública integrada no Sistema Nacional de Educação não cobra propinas, taxas de inscrição ou de exame e fornece manuais escolares segundo a política indicada, embora o transporte e os uniformes ainda possam representar custos. A escolaridade obrigatória abrange dos 6 aos 15 anos, na educação primária e no primeiro ciclo do ensino secundário, com deveres de inscrição e frequência para os encarregados de educação. Os programas de educação de adultos e alfabetização utilizam português juntamente com cinco línguas moçambicanas, em contextos formais e não formais, mas a oferta de línguas locais e a disponibilidade de professores ou materiais continuam desiguais entre regiões. O inglês tem um lugar formal no primeiro ciclo do ensino secundário geral e é amplamente relevante para o ensino, as empresas internacionais e a comunicação profissional. O Centro de Línguas da UEM oferece português para estrangeiros, línguas moçambicanas para estrangeiros, inglês, árabe, espanhol, francês e italiano, com níveis I a IV e cursos avançados, bem como formação linguística académica, técnica, oral e escrita. Os cursos regulares decorrem normalmente de Fevereiro a Junho e de Agosto a Dezembro e podem ser colectivos, individuais, em pequenos grupos ou destinados a instituições; cursos não regulares podem ser organizados conforme a procura. Os centros de língua portuguesa do Camões funcionam em Maputo, Beira, Lichinga, Nampula, Quelimane e Xai-Xai. Os preços dos cursos fora da educação básica pública dependem do prestador e do curso; um período de Inglês Geral do British Council anunciado para 2026 custava 28 875 MZN, com sessões de 3 de Junho a 29 de Julho, de 12 de Agosto a 7 de Outubro e de 21 de Outubro a 16 de Dezembro. Os exames de proficiência em português estão disponíveis através do CAPLE, em Maputo, no Centro Cultural Português e na Embaixada de Portugal, enquanto o British Council oferece IELTS, Aptis e outros exames internacionais. A UEM também disponibiliza testes de nivelamento e proficiência e preparação para exames. Os sistemas identificados não estabelecem um certificado geral nacional uniforme para as línguas moçambicanas. A educação à distância é legalmente permitida em todo o Sistema Nacional de Educação; o INED coordena, regula e acredita essa modalidade, enquanto o IEDA fornece materiais de auto-aprendizagem em linha ou físicos com apoio de tutores. O levantamento EEAD 2023–2032 registou 20 prestadores e 129 cursos ou programas com base em dados de 2021, mas esses números não são específicos de línguas. O Learning Passport da UNICEF disponibiliza recursos digitais de ensino primário baseados no currículo, enquanto a Giga apoia a conectividade; a cobertura digital em línguas locais não está estabelecida, pelo que é necessário confirmar o acesso à internet e a disponibilidade sem ligação. O português é a opção prática para serviços do Estado, escola e comunicação nacional formal; as línguas locais apoiam o acesso comunitário e a inclusão; e o inglês é muitas vezes a melhor opção para estudos ou trabalho internacionais. As fontes identificadas não estabelecem um requisito linguístico nacional para empregos no sector privado.
Aprendizagem de línguas em Moçambique
A aprendizagem de línguas em Moçambique abrange o português, as línguas moçambicanas, a Língua de Sinais de Moçambique e línguas estrangeiras. O português é a língua oficial e a principal língua da escolaridade formal, dos serviços públicos e da comunicação nacional, enquanto as línguas locais apoiam a vida familiar, o acesso comunitário, o ensino bilingue e a alfabetização. O inglês é especialmente útil para o ensino superior, o trabalho internacional e a mobilidade; outras línguas estrangeiras estão disponíveis sobretudo em universidades e prestadores privados.
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